• 14 de fevereiro de 2016
  • Tecnologia Criativa

De tempos em tempos ouvimos falar da evolução, da revolução das mídias e da forma de se comunicar. Está aqui a prova de que mais uma vez esse processo está acontecendo, agora com a tecnologia criativa, que se trata da interação do computador com o humano.
As tecnologias de inteligência e design digital ultrapassam os limites entre real/virtual, sólido/líquido, hoje/amanhã, entregando impacto, performance e experiência, o que causa uma maior percepção do usuário com a marca.

Dentro e fora do Brasil já está sendo planejado ações de comunicação que respiram a tecnologia. Já parou para pensar que daqui a alguns anos são existirá a comunicação sem a tecnologia?

Assisti uma palestra no Intercon esse ano, sobre o case da Isobar com a FiatLive Store, o case que ganhou o Innovation Lions. A pretende modificar o modo que o consumidor se informa sobre os carros da montadora. A ideia é que, pelo computador, o usuário faça um cadastro simples e aguarde a disponibilidade dos experts, faça perguntas e saiba tudo sobre o carro. Na palestra foi dito que 70% das pessoas que passam pela Live Store vão fazer o teste drive numa das lojas Fiat.

 

 

O vídeo abaixo traz a experiência do empoderamento, que o usuário esquece o que está ao redor e se empodera do que está sendo vivido dentro da telinha. Uma boa forma de entender a tecnologia criativa para o bem comum e as necessidades humanas de entretenimento.

E o que vocês acham do primeiro filme interativo no cinema. É um filme de terror, foi para o ar em 2010, os expectadores davam seu número de celular na hora de comprar os ingressos e recebiam a orientação de atender o celular somente se a protagonista do filme ligasse. No mínimo estranha essa informação. Veja como foi apavorante participar das diretrizes de um filme interativo de terror.

 

Podemos deixar um pouco as grandes interações e falar de mutações em sites, ou logo como o do MIT que é mutável, dinâmico e interativo. Simples, foco em geometria e cores. Apresenta uma mesma base/estrutura/cores, que pode ser composta de diferentes maneiras, mantendo sua identidade mas mudando a forma geométrica final. Veja nessa matéria a quantidade de formas do logo.

 

Logo do MIT

Já navegaram por um site que muda conforme a interação do usuário? Esse da On Strategy foi desenvolvido pela D3, aqui no Brasil, vocês podem interagir para ver o site sofrendo a mutação conforme a interação.

A chegada de novos movimentos tecnológicos como digital thinking, internet das coisas, comunidades de makers, meios de produção aberta, creative codes, cidades inteligentes e wearables tem levantado muitas perguntas e poucas respostas. São inúmeras possibilidades de se trabalhar a tecnologia como grande alinhada da comunicação. Cabe a nós comunicadores nos aprofundarmos nesse conceito criativo.

“A ativação e o poder da tecnologia dependem apenas da criatividade humana.” – criadores Blending Visions